Odeia números e ama comunicação? Então esse artigo é para você


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O que a minha história pode te ensinar sobre métricas

Meu pai é engenheiro. Minha mãe administradora de empresas.  Porém, desde sempre me enxergo como uma pessoa “de humanidades”, sempre interessada em compreender os humanos, esses seres estranhos que somos.

Os números nunca me atraíram. Quando pequena, na escola, as matérias de exatas definitivamente não eram meu sucesso, mas um pesadelo, na verdade. Naquela lousa verde, os amontoados de números me pareciam não fazer sentido algum.

Aos dez ganhei um prêmio de melhor redação da escola. Pronto. Entendi que gostava mesmo era desse lance de escrever. E escrevia longas redações a lápis no caderno com espiral de metal – e frequentemente me via competindo pelo reconhecimento da história mais longa ou mais atrativa ao lado de alguns colegas na escola.

Já a Geometria, a matemática dos desenhos, me parecida mais amigável, foi quando tirei meu primeiro dez em matemática – aos quase 13 anos. Sempre cercada por pessoas que enxergam o mundo de forma exata, meu primeiro emprego foi aos 15. No caixa de uma grande rede de roupas (oh não!)  – Lidava com números (roupas novas :)) e dinheiro o tempo todo.

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Apesar do pânico inicial decidi encarar o novo desafio, afinal queria ganhar meu próprio dinheiro. Porém, nunca me esquecia da grande paixão pelas palavras. Devorava livros e mais livros ‘de adulto’ aos 14/15 anos madrugada afora. E lá pelos 16 anos, mesmo eterna estudiosa da psicologia humana, optei pelo curso de comunicação social na Puc Campinas. Foi uma decisão difícil, mas cursei com muita vontade de aprender, e me formei jornalista. Desejava entender e aprender a arte de comunicar-se de forma relevante.

Meu segundo trabalho foi em 2000 como estagiária da área comercial de um provedor de internet. Naquela época da tal bolha, em que se pagava muito caro para ter acesso discado e uma simples continha de e-mail. Depois de um ano lá, fiquei muito feliz quando conquistei uma vaga numa grande empresa de atendimento ao cliente, era uma ótima oportunidade de falar com pessoas – e ajuda-las! Cada atendimento deveria ser feito (e resolvido) em menos de um minuto. Cada segundo contava no TMO (tempo médio de operação), no qual me saia muito bem.

Mas não havia meios de me ver livre da tal lógica exata. Como se não bastasse o histórico de berço, me apaixonei por um engenheiro pragmático, casei e tenho uma filha que adora fazer ‘continhas’ de cabeça. É super objetiva e tem pouca paciência na hora das redações. Impensável para uns e irônico para outros.

Com o tempo e a maturidade fui percebendo que quando se tenta evitar algo que nos é importante e necessário para crescer e se desenvolver, a situação pode se repetir. E vai se repetir! E repete novamente, até que algum dia a gente entende o motivo.

Aprende que com os números podemos medir. Quem mede algo torna tangível o que parece abstrato, e pode almejar mais! É como aquela cena do clássico Alice no País das Maravilhas, em que o gato deseja ajudar Alice, que não sabe o que fazer diante de uma encruzilhada. E como ela não sabe para onde está indo, o gato lhe diz: “Para quem não sabe para onde vai qualquer caminho lhe serve!”

O mesmo vale para o marketing: se você não fizer nenhuma pergunta, qualquer resposta serve!

Quem almeja algo geralmente constrói objetivos com propósito, e a meta disso tudo só pode ser medida com números! Pronto. Havia construído minha própria lógica de como ter um proposito real e significativo para me envolver mais com os números.

Nesse cenário fui descobrindo que é possível construir um planejamento estratégico visando crescimento, seja de um negócio ou uma carreia, e ao passo que as medições e controles são feitos, sentimos que estamos evoluindo. Como diziam alguns colegas de trabalho: “Tudo o que se mede, tende a melhorar”.

Como o marketing em grande parte das empresas hoje, sou alguém que até algum tempo atrás não via sentido em determinadas metas ou medições, e com o amadurecimento, se viu em um mundo em que o que mais importa depois do propósito, são os resultados tangíveis e comprovados exatamente com aqueles mesmos números. Especialmente agora que a dupla eficiência & eficácia está no topo da lista de necessidades do negócio.

Medir apenas as curtidas não faz mais sentido quando se pode cruzar dados. Por exemplo, medir curtidas X compartilhamento é mais efetivo. Mas é fundamental alinhar com as lideranças qual é o interesse: Aumentar vendas, gerar mais leads, consciência ou fortalecimento da marca (brand awareness e brand equity), fidelização e redução de churn rate (taxa de cancelamento), além de up-sell e cross-sell, para poder implementar algo que faça sentido de fato para o negócio.

Se você não trabalha com metas tangíveis e definidas, converse com seu gestor, ou seja, você mesmo esse agente de mudança – e alinhe detalhes com os envolvidos, claro. A certeza de frutos é real, vai ajudar você, seu emprego, e a empresa em que você trabalha.

Caso você queira saber mais sobre o que pode ser métrica no seu negócio ou no seu marketing (Desde assessoria de imprensa até medições de leads ou acessos ao site), procure a V.Content – vamos adorar conhecer seu desafio e ajudá-lo a criar suas próprias métricas de sucesso.

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